Educacional
Como interpretar um Certificado de Análise (COA) de peptídeo
Em pesquisa de peptídeos, pureza do material é crítica — impurezas podem invalidar experimentos. Mostramos o que um COA confiável deve conter e como identificar documentos suspeitos.
Equipe Científica Prime
22 de maio de 2026
7 min
Por que o COA importa
Em pesquisa de peptídeos, a pureza do material é crítica: impurezas podem invalidar experimentos, gerar artifacts ou causar efeitos colaterais não previstos. O Certificado de Análise (COA) é o documento oficial que atesta qualidade.
Componentes obrigatórios
Um COA confiável deve conter:
1. Identificação do lote
- Número de lote único
- Data de síntese e validade
- Quantidade total
2. Caracterização estrutural
- Sequência peptídica (1-letra ou 3-letras)
- Fórmula molecular
- Peso molecular teórico vs medido
3. Análise de pureza (HPLC-UV)
- Pureza ≥99% como padrão da indústria
- Cromatograma com picos identificados
- Método (geralmente gradiente 0.1% TFA em água/acetonitrila)
4. Análise de massa (MS)
- ESI-MS ou MALDI-TOF
- Comparação massa observada vs teórica (delta < 1 Da)
5. Análise de aminoácidos (AAA) — opcional mas valioso
- Hidrólise + cromatografia
- Confirma composição
Pontos de atenção
- Pureza < 95%: descarta para pesquisa séria
- Múltiplos picos no HPLC: indica contaminação por subprodutos de síntese
- Massa observada ≠ teórica: material não é o que afirma ser
- Sem método descrito: suspeito; pode ser fake
- Sem assinatura ou laboratório identificado: documento sem rastreabilidade
Padrão Prime Peptides
Todos os lotes Prime são analisados por HPLC-UV com gradiente de 30 minutos. COAs disponíveis sob solicitação por número de lote na página de Certificados.
Quando solicitar COA novo
- Início de novo protocolo de pesquisa
- Mudança de lote no meio de um experimento
- Resultados inesperados em ensaios
Research Use Only.